Camisinha sempre!


Pra pensar...

Estou escrevendo um trabalho sobre HIV/AIDS em mulheres. Ando as voltas com dados estatísticos, boletins epidemiológicos etc etc.

Confesso que essa é a parte chata! Mas me  deixo ir além, gosto de pensar que por trás de cada número nesses boletins tem uma pessoa, uma história de vida, sonhos... 

Mulheres são mais sucetíveis ao HIV por questões biológicas. Então, se contaminam mais facilmente que os homens em relações heterosexuais.  Pra completar, tem o fator sentimento envolvido no meio da história, e quando esse começa a rolar, a prevenção começa a ser deixada de lado.


No ano de 2004, na faixa de idade entre 15 e 24 anos houve mais casos de HIV em mulheres do que em homens. Se você parar pra pensar que essas meninas estão em plena fase reprodutiva é preocupante!

Essas meninas estão justamente na fase das descobertas. E se elas engravidam é fato que não se previnem contra DSTs. Muitas chegam aos serviços de saúde grávidas e com DSTs, e não só HIV, mas outras, que por serem curáveis a mídia não dá tanta importância, mas que não deixam de ser perigosas nem de deixar sequelas.

Outro dia, conversando no msn, estava defendendo que prevenção tem que ser trabalhada cada vez mais cedo nas escolas. E aqui aproveito pra dizer mais: a forma de trabalhar essa prevenção tem que ser direcionada.

Fácil falar que tem que usar camisinha.

Mas e no caso das meninas por exemplo?

Meninas que estão descobrindo a paixão, o amor. Meninas que estão no momento das famosas "provas de amor"!

Como ensina-las a dizer não, quando o menino pede (com tanto amor!!!) pra deixar de usar camisinha?

Ou como ensina-las a pensar duas vezes, quando pensam em mudar de método anticoncepcional pra agradar o namorado,  e dessa forma, ficando expostas as DSTs?

E aí que está o problema. Muitas vezes, o discurso da prevenção não leva em conta esses fatores.

E eu estou aqui pensando a melhor forma de fazer isso!

No hospital em que estou estagiando, tenho uma menina de dezessete anos como paciente.

No caso dela, ela herdou da mãe. Mas olhar a vida dela de perto, acompanhar o caso, a luta com remédios, internações... Vejo o quanto é  difícil pra ela administrar.

Quando a "estatística" está ali na nossa frente é que a gente vê o quanto é difícil ter AIDS. Ou qualquer outra doença, mas no caso da AIDS a gente pode prevenir.

Hoje em dia, AIDS é completamente tratável, mas tem um custo bem alto. Por isso é que é bem melhor prevenir...

Remediar, no caso da AIDS ou de qualquer outra doença dá bem mais trabalho!

Abração!



Escrito por Calabresa às 10h35
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