Organização africana especializada em circuncisão critica este método como prevenção do HIV
A polêmica já vem rolando a algum tempo. E eu sempre fiz parte do time "do contra", pois na minha pouca experiência já vi muito circuncidado portador de HIV. Mas, quando os cientistas americanos falam, o restante da comunidade cientifica " baixa as orelhas". Segundo especialistas, para aqueles que fizeram a circuncisão, a chance de ocorrer sangramento do pênis no ato sexual é menor, o que automaticamente diminui as chances de infecção do HIV. Baseados nisso a idéia de que a circuncisão (ou postectomia ou ainda, operação de fimose) passou a ser a solução para a epidemia de AIDS na África, já que por lá camisinha é artigo raro em várias regiões. Agora finalmente alguém ousou contestar com dados bastante significativos: segundo a NOCIRC, uma organização africana especializada no assunto, difundir a idéia da circuncisão como método de prevenção "cria um falso senso de proteção para os homens, além de deixar as mulheres numa posição ainda mais vulnerável". Ainda segundo a NOCIRC: No que se referem aos impactos demográficos na área da saúde em países africanos, entre 2003 e 2006, a prevalência do HIV entre os circuncidados dos Camarões é de 4.1%, enquanto entre os não circuncidados é de 1.1%, na Tanzânia a diferença é de 6.5 para 5.6% e no Zimbábue de 16.6 para 14.2. A NOCIRC, acredita que a circuncisão masculina apenas retarda a infecção do HIV e não pode ser usada como uma estratégia global de prevenção. E que “O custo benefício da promoção da camisinha na prevenção do HIV é 95 vezes maior do que da circuncisão”. Contra fatos não há argumentos! Nossa amiga camisinha continua ganhando a guerra. Fonte: Agência AIDS
Escrito por Calabresa às 15h45
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